quinta-feira, 1 de março de 2007

EU RIO

Retirei toda a areia
Do leito do rio.
E ficou mais água,
E ficou mais fundo.
E eu rio,
De querer tapar o sol com uma peneira,
De catar no verão, galhos de faveira,
Eu rio de brincadeira,
Do amor por essas ribanceiras,
Da anel que se passava
E se deixava na mão,
Do amor por derradeiro.
Meu tempo de menino,
Que passou.
Não há mais ninhos
de xexéu, dos outros anos.
Não há mais inocência,
Nos olhos da clemência,
Pelos arroubos de criança.

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