sexta-feira, 2 de março de 2007

AO AMOR
O que eu sou, quero falar mesmo a mim
Para que eu venha a saber, lentamente
Sejam por palavras, não uma sinfonia.
Difícil agra, mais caricato,
Que me acorra, e me conforte na espera
E me esvazie do que não posso mais conter.
Quizera eu compartilhar com as rosas e as estrelas
Elevar canções, a noite, o silêncio a ausência, a música,
Porém proque não tenho quem ame
O mundo me deplore,
E fico prisioneiro atrás dos olhos
À sofrida espera sentenciado, à angústia, ao sono, ao tédio.
Quem sabe o infante, que sou eu, a infância minha... e nem isso,
Que qualquer ser, até lembrança
Só se permite louvar quando se sabe amada. Se eu não amo,
Só me sobra a espera, perfurando minhas veias.
Nem agora eu digo das paisagens, os meus sonhos
Nunca saudades, mas desejo e esperança
e da beleza só pensamentos. E direi ao amor
Agora miragem, mas amanhã visita.

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