sexta-feira, 16 de março de 2007

CONFISSÕES

Triste na minha alma,
Resisti, encarando a provação.
De buscar perdão.
Mas de quem?
De Deus, de Cristo?
Que são mitos em quem acredito
Mais agora com as crenças que considero.
Este é o mar, decifrável,
E o mar é real, e eu o considero mal.
Então me afasto do mar
E por toda parte onde olho e vejo terra,
Sigo caminhando e a terra vai se estendendo
Até o horizonte.
Um ano, vários anos e não vi o mar.
E me pergunto: O que aconteceu ao mar?


O mar estar ali, de volta,
De volta ao reservatório da memória.
O mar é um mito.
Nunca houve um mar.
Mas havia um mar!
Eu nasci à beira-mar.
Banhei-me nas águas do mar.
Deu-me alimento e deu-me paz
E seus fascínios,
Suas distâncias alimentaram meus sonhos.

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