
Portas tarameladas, aferrolhadas, panos na mesa -
Ferro forjado, ipês saudosos, cidade eterna.
O cume é alto. O cais é largo! O teto é distante,
A aldraba enferrujado ninguém distingue,
O rio se contrai - o amor se afina.
O remédio já se alastrou no sangue, cruz alçada,
Roseiral dormindo, aceiros marcados, piquete pratico,
O rio desviado é baixo. A parte é alta,
O tronco é amplo. A parte é um atoleiro.
O barco iluminado; o rasto é claro: o mergulho, a sorte,
As várias lanças, os cinco pratos. A cidade exangue.
Vamos, pedem do outro lado.
Vem, gritam do lado de cá.
As chamas vão. Barulho fedorento,
Tranquilamente,
Fica a cidade.
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