
Só dói no meu sono
Os alardes dos fogaréis e o desejo.
O escuro,
Das memórias confusas, os teus gestos -
Os únicos a que já perdoei.
Necessário que eu esqueça,
Tanto amor, tanta amargura,
Purgação de tudo o que gostamos,
Por não havermos dado.
E turva.
Pelo estiário do leito
A tua sombra -
Nada, nenhuma outra pessoa
É digna deste abraço.
Quem dera eu caminhar pelo espaço,
Andar pelos bosques, teu recanto mergulhar
Contigo em tua displiscência, ou te tocar,
Ao teu céu contigo, ao teu mistério...
Mas não há um cminho largo na noite.
Assim,
Claridade após claridade, um sol de açoite,
Atira-me do sonho nas areias,
Verdadeiras de onde diviso a lua fugidia.
Jamais a madrugada acomoda,
Nos braços relíquias de uma lua que amamos.